O Centro de São Carlos é completo para morar e trabalhar

O Centro de São Carlos hoje oficialmente fica entre 600 metros a leste e mais 600 a oeste, 800 metros em direção ao norte e 700 metros em direção ao sul da Catedral.

Isso está nas leis do município. Porém, na prática, com alguns nomes de bairros pouco usados analisando a história da cidade, o Centro se expande mais além de nosso marco zero. Dentro do Centro de São Carlos cabe tudo, e ele é perfeito para morar e trabalhar.

No passado, atraído pelo movimento da Estação Ferroviária, o Centro tinha seu coração mais ao sudoeste. O que hoje é considerado o Centro Velho está em plena recuperação após uma certa decadência na década de 80 e 90…

No início do século passado as partes altas da General Osório, Bento Carlos, Geminiano Costa e Santa Cruz abrigavam casarões das famílias tradicionais, o grande comércio e o movimento dos moradores dos bairros da cidade.

Na Baixada do Mercado ficava o antigo mercado municipal, bem distinto do atual, nas terras que haviam sido de Jesuíno de Arruda, na várzea do Rio Gregório. Inaugurado em 1903, ele foi demolido e deu lugar ao atual Mercadão em 1968.

Já nesta época, a Baixada do Mercado se firmou como a área nobre do comércio são-carlense, valorização que levou inclusive à questionável canalização do Rio da Praça dos Voluntários até a Visconde de Inhaúma, na antiga Bica do Padre. A Piscina Municipal, construída ao lado da Praça dos Voluntários, atraía toda a população mais jovem ao centro, até ser desativada na década de 70.

Baixada do Mercado

Com a decadência do transporte ferroviário, essa tendência se acentuou e as regiões mais baixas se tornaram o eixo do Centro. Grandes redes varejistas desde as primeiras décadas passaram a se instalar na Baixada do Mercado, e em volta delas todo o comércio da cidade se desenvolveu.

Essa valorização é tão intensa que mesmo com as eventuais enchentes (que vêm desde a ocupação das áreas de várzea do Gregório) o comércio da Baixada segue vigoroso. São poucos imóveis vagos e com aluguéis semelhantes aos das áreas de maior altitude.

Na década de 80, essa valorização do Centro tomou um outro impulso com a construção do calçadão da General Osório, entre a Avenida São Carlos e a José Bonifácio (hoje apenas até a 9 de Julho). Com a inauguração do Shopping Iguatemi havia o temor de uma decadência. Em vez disso, o comércio da região acabou se diversificando.

Enquanto isso, a região acima da Catedral acabou assumindo outro caráter. Com o Fórum na esquina da Conde do Pinhal com a Alexandrina, com a Prefeitura se mudando em 4 diferentes endereços num raio de 100 metros, e Câmara Municipal na Praça Coronel Salles, a Escola Álvaro Guião e os colégios particulares tradicionais e mais modernos na região, além das agências dos principais bancos e dos Correios nos arredores.

Muitos prédios residenciais foram sendo construídos devido à valorização e a proximidade dessas facilidades.

Esse boom imobiliário acabou alcançando todo o Centro nas décadas de 70 e 80, e foi se expandindo nas décadas seguintes em todas as direções. Hoje um raio de pelo menos 2km do centro da cidade pode ser considerado Centro, avançando ao Jardim São Carlos, Vila Nery, Centreville e outros bairros vizinhos.

E onde há gente, há comida. Em toda a extensão e adjacências do Centro de São Carlos é possível encontrar comida de todos os cantos do mundo, refletindo a diversidade da população da cidade. No Centro é possível encontrar restaurantes de comida brasileira de todas as regiões, árabe, japonesa, chinesa, cantinas italianas, sem contar as diversos botecos, lanchonetes e pastelarias.

Os imigrantes que no passado cozinhavam para seus patrícios e acabaram conquistando o paladar de todos deram Centro ao vocação sua vocação gastronômica. Nas ruas e no próprio Mercadão é possível encontrar essa diversidade de sabores, tanto em comidas preparadas e servidas, como também em açougues, peixarias, cerealistas e até quitandas.

Estação

Nos últimos anos, São Carlos conseguiu reverter a tendência de fuga das proximidades da Estação Ferroviária, retribuindo à região toda a gratidão que a ela devia após a decadência da ferrovia. Por alguns anos, após a construção do Calçadão, algumas lojas grandes acabaram saindo da General Osório após a Igreja de São Benedito.

Para reverter isso, nos anos 90 o trecho entre a Nove de Julho e a José Bonifácio foi reaberto. Na década passada, a Associação Comercial transferiu sua sede para a esquina da General com a Visconde de Inhaúma, dando um novo gás às imediações. Apesar de muitas construções tombadas pelo patrimônio histórico serem de difícil reforma, muitos acabaram apostando na região.

Se por um lado a saída da Faber-Castell também na década passada acabou diminuindo o fluxo nas imediações da Estação Ferroviária, mais recentemente, o Onovolab se instalou na antiga fábrica de tecidos, o que acabou trazendo para a região um novo fluxo de pessoas.

Trabalhadores mais jovens acabaram revitalizando as imediações, tanto quanto ao comércio como quanto aos empreendimentos para habitação. Com o retorno gradual do pós-pandemia (esperado por todos), toda esta região terá um novo boom de crescimento.

XV e Carlos Botelho

Os empreendimentos imobiliários da década de 80 e 90 acabaram desenvolvendo uma outra região anexa ao Centro. Até a década de 90, com a abertura e integração das marginais Trabalhador São-Carlense e Comendador Alfredo Maffei até o Shopping, o trânsito entre o leste e oeste passavam pelo centro em seu limite norte, principalmente pelas Ruas Carlos Botelho e XV de Novembro.

O resultado disso foi que ambas as ruas, desde a Vila Nery até a Santa Casa, acabaram sendo o foco da expansão imobiliária da cidade. Os empreendimentos imobiliários da cidade acabaram se concentrando nas imediações, atraindo comércio e serviços.

A proximidade da USP e do São Carlos Clube acabaram definindo mais uma extensão do Centro da cidade. Ainda que com a abertura das marginais o fluxo fosse retomado na direção da Baixada do Mercado, o alto da cidade acabou se estabelecendo permanentemente como um novo polo, com prédios de alto padrão, consultórios médicos, escolas, agências bancárias e restaurantes.

O Centro de São Carlos é extenso e multifacetado. A história do progresso de São Carlos pode ser contada através de suas transformações. Seja para morar, trabalhar ou ambos, o Centro de São Carlos possui inúmeras oportunidades que estão ao seu alcance. Um novo negócio, um novo emprego, uma nova moradia.

Seja qual for a sua vontade, você encontra o melhor do Centro de São Carlos na Cardinali. Preços, tamanhos e possibilidades para todos, como sempre foi a vocação da região onde nasceu e onde São Carlos passa todos os dias.

FONTE DA IMAGEM: São Carlos em Rede

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